O Posiclor é dimensionado para piscinas públicas e grandes centros aquáticos

A palavra piscina traz a ideia de verão, calor e muita diversão, porém se a água não for devidamente tratada, toda essa imagem pode se tornar um pesadelo. Para isso deve-se ter sempre o cuidado de limpar e desinfetar a água. Uma água aparentemente limpa pode conter muitos microrganismos e contaminantes prejudiciais à saúde. Por isso, o tratamento da água é muito importante. Para piscinas residenciais existem no mercado bons cloradores para água salinizada que melhor se adapta para esta aplicação.

Os objetivos do tratamento da água da piscina são:

  • Obter e manter a qualidade estética da água (água cristalina, sem resíduos e sem odores desagradáveis).
  • Obter e manter a qualidade sanitária da água, ou seja, mantê-la saudável e segura para a saúde dos usuários.
Basicamente, há três etapas de tratamento:

1º – Tratamento Físico: É a limpeza física da água, ou a remoção da sujeira visível(filtração, aspiração, peneiramento, escovação);

2º – Controle de pH: O pH indica se a água está ácida (pH menor que 7), neutra (pH igual a 7) ou básica (pH maior que 7);

3º – Desinfecção: A desinfecção tem por finalidade a destruição de microrganismos nocivos à saúde, tais como bactérias, vírus, protozoários, vermes, fungos, algas, entre outros. Apesar de muitos microrganismos não serem nocivos à saúde, alguns podem causar infecções e doenças (faringite, conjuntivite, pé de atleta, micoses, meningite etc).

Os microrganismos existem, naturalmente, nas superfícies expostas ao ar, inclusive na água. As piscinas são particularmente vulneráveis às doenças causadas por alguns destes microrganismos, introduzidos na água pelos seus usuários. Há muitas décadas, o cloro vem sendo usado como desinfetante de água potável, e também de água de piscinas, com muito sucesso, pois ele tem três características essenciais: atua como um rápido e persistente sanitizante, é um algicida efetivo, e um forte oxidante de contaminantes indesejados (oxidante à substância que elimina materiais orgânicos que podem alterar a cor da água, geradores ou formar limo).

O cloro é regularmente adicionado na piscina e deve ser testado diariamente. Outro controle também importante é o controle de pH.

O que é o Cloro ? “Cloro” é o nome genérico para vários produtos desinfetantes que têm o mesmo mecanismo de ação. Entre os mais usados temos: cloro gás, hipoclorito de sódio, hipoclorito de cálcio (“cloro granulado”) e os isocianuratos clorados/ácido tricloroisocianúrico (pastilhas e granulado), também chamados de “cloro orgânico”. Também existe a desinfecção através de máquinas que fabricam hipoclorito de sódio através de sal (“água salinizada” ou “piscina salinizada”). Todos estes compostos, em contato com a água, liberam o chamado “ácido hipocloroso” (fórmula química – HClO) que é o agente sanitizante ativo. As moléculas do ácido hipocloroso passam facilmente pela membrana celular dos germes e micróbios e iniciam a oxidação dos componentes celulares, destruindo estes microrganismos. Abaixo temos dois exemplos de como ocorrem as reações químicas que geram o ácido hipocloroso:

Química do Hipoclorito de Sódio na Água:

NaClO H2O = HClO Na OH-

Hipoclorito Ácido Hipocloroso Como funcionam as máquinas que fabricam cloro através de sal (“Piscinas Salinizadas”): O sal é misturado com água, gerando uma salmoura que na máquina sofre o processo de eletrólise (passagem de corrente elétrica).

As reações que ocorrem são: 2NaCl 2H2O = Cl2 2NaOH H2 Sal Água Energia Cloro Soda Hidrogênio Eletrica Cáustica O cloro e a soda cáustica reagem dentro da máquina, gerando o hipoclorito de sódio. Cl2 2NaOH = NaClO NaCl H2O Cloro Soda Hipoclorito Cloreto Água de de Sódio Sódio O hipoclorito de sódio reage na água conforme a equação acima Aprenda mais sobre o uso de cloro na desinfecção de água de piscinas Sup-Produtos de Desinfecção

A grande maioria dos produtos usados em desinfecção de água podem reagir com outros produtos químicos presentes na água gerando subprodutos indesejados. Desinfetante Principais Subprodutos Cloro/Hipocloritos/ Cloraminas Isocianutaros Trihalometanos (THMs) Ozônio Bromofórmio (THM) Bromato

Dióxido de Cloro Clorito

Estes e outros subprodutos vêm sendo estudados mundialmente desde a década de 70, principalmente com foco aos riscos à saúde para a água potável, já que os desinfetantes utilizados são os mesmos que os utilizados na água de piscina. Alguns fabricantes têm linha diferenciada para água potável e para água de piscina. O assunto é extenso e vem recebendo grande atenção da comunidade científica mundial. Vários outros subprodutos vêm sendo estudados. Em janeiro de 2006 está previsto o lançamento de um Guia, da Organização Mundial de Saúde, sobre boas práticas de qualidade e saúde para águas de recreação. O documento vai estar acessível no endereço eletrônico www.who.int/water_sanitation_health/bathing/en/

O cloro, os hipocloritos e os outros produtos que geram o ácido hipocloroso não reagem apenas com os microrganismos mas também com outros produtos químicos presentes na água. Os dois elementos químicos que mais aparecem são o nitrogênio e o carbono. Estão presentes na urina, na transpiração e outros contaminantes do corpo humano, como por exemplo protetores solares, óleo de bronzear e outros compostos que já estão na água. Basicamente, há duas classes distintas de compostos clorados que são formados:

Cloraminas

Originam-se da reação do cloro (ou ácido hipocloroso) com amônia ou outros compostos contendo nitrogênio. Estas cloraminas têm algum potencial germicida porém muito menor do que o potencial do ácido hipocloroso. Uma das principais características das cloraminas é que elas evaporam facilmente da água para o ar. Estas substâncias têm um forte odor de cloro. Quando se sente este odor de cloro, é quase certeza que há alta quantidade de cloraminas na água, e não excesso de cloro.

Portanto, quando os frequentadores da piscina reclamam do cheiro de cloro, na verdade, o problema real é que a quantidade de cloro livre na piscina não está suficiente. Normalmente, a ação corretiva para estes fatos é adicionar mais cloro na água. É a chamada “supercloração” ou “cloração de choque” que consiste em se adicionar, por um curto período de tempo, uma quantidade de cloro superior a dez vezes a dosagem usual do produto clorado. As cloraminas são irritantes para os olhos e para as membranas mucosas podendo gerar problemas respiratórios em frequentadores de piscina mais assíduos.Portanto, é muito importante que todo o cuidado seja tomado visando minimizar a formação de cloraminas.

 As medidas recomendadas são:

  • Exigir banho dos frequentadores antes de entrar na água;
  • Tratar a água adequadamente através do controle de cloro residual pH e da utilização da supercloração quando necessária;
  • Trocar a água da piscina com alguma frequência;
  • Nas piscinas cobertas e aquecidas, trocar o ar do ambiente , principalmente o ar que fica sobre a água, através de bons sistemas de ventilação;
  • O teor de cloro livre deve ser controlado diariamente;
  • Cloro Livre ou Cloro Residual: É a parte do cloro adicionado que não reagiu com contaminantes ou matéria orgânica e fica como residual na água. Ou seja, está livre para eliminar microrganismos nocivos;
  • Os teores devem estar entre 1 e 4 ppm, segundo o “Instituto Nacional de Piscinas e Spas” (National Spa and Pool Institute – NSPI) dos Estados Unidos; Produtos como o ozônio e a desinfecção com ultra-violeta têm ação pontual. Estes produtos não deixam proteção residual contra novas contaminações de microrganismos. Estes métodos de desinfecção devem ser utilizados em conjunto com cloro;
  • O pH deve ser mantido entre 7,2 e 7,8 (faixa ideal: entre 7,4 e 7,6) , segundo o “Instituto Nacional de Piscinas e Spas” (National Spa and Pool Institute – NSPI) dos Estados Unidos;
  • Os kits de teste devem medir cloro livre;
  • Cloro Combinado ou Cloraminas: É a parte do cloro que reagiu e se combinou com amônia, contaminantes contendo nitrogênio e outros materiais orgânicos;
  • Cloro Total: É a soma do cloro livre com o cloro combinado.

Trihalometanos (THMs)

Os trihalometanos são os subprodutos mais conhecidos e estudados porque o cloro e seus derivados são os produtos mais usados em função da relação custo-benefício. Basicamente, a geração dos THMs ocorre à partir da reação do cloro com matéria orgânica específica presente em algumas fontes de água. São os chamados ácidos húmicos e fúlvicos (também conhecidos como precursores de THMs) que são substâncias provenientes de decomposição de vegetais e estão presentes principalmente, em alguns mananciais de água preservados e que estão em contato com extensa vegetação tais como florestas, matas virgens. Ou seja, a quantidade de THM gerado vai depender da quantidade inicial destes precursores.

Em novembro de 2000, a agência ambiental dos Estados Unidos (US Environmental Protection Agency – EPA) finalizou um estudo cujo objetivo era determinar dosagens seguras de cloro em água de piscina de modo a manter a qualidade microbiológica da água sem comprometer esta qualidade com contaminações de outros produtos químicos, especificamente no caso, o subproduto clorofórmio – um dos THMs que podem ser gerados. O estudo foi conduzido pelo “The Sapphire Group, Inc.”, uma consultoria internacional especializada em gerenciamento de risco em saúde pública, e teve a participação do setor de cloro através do “Conselho da Química do Cloro” (Chlorine Chemistry Council), que é uma associação norte americana que representa os fabricantes de cloro. O estudo , que pode ser acessado pelo endereço eletrônico www.c3.org/chlorine_knowledge_center/RA_Cl2-CHCl3_pools-fnl.pdf concluiu que para ser efetivo, o cloro deve estar presente continuamente em concentrações suficientes para agir como uma barreira contra microrganismos. Para atingir esta meta o cloro livre deve ser mantido entre 2 e 5 ppm com um máximo permitido de 10 ppm.

A supercloração periódica com dosagem de 10 ppm também é recomendada para manter o nível mínimo de cloro continuamente. O estudo concluiu que este teor máximo de 10 ppm não representa riscos à saúde para as pessoas. O THM mais importante é o clorofórmio, que é um gás volátil que se desprende da água e tende a ficar sobre a superfície da água. Por isso, é importante que as piscinas cobertas e aquecidas, tenham bons sistemas de ventilação para poder trocar o ar do ambiente, principalmente o ar que fica sobre a água.

Legislação e Normas Brasileiras

Não há legislação federal sobre qualidade de água de piscinas , no Brasil. A seguir destacamos algumas legislações e normas:

  • Legislação Estadual da Secretaria do Estado da Saúde – São Paulo Decreto Lei 13.166 de 23/01/1979 e Decreto 12.342 de 27/09/1978 Cloro residual disponível entre 0,5 e 0,8 mg/L pH entre 6,7 e 7,9 Obs.: Valores desatualizados de acordo com recomendações internacionais atuais.
  • Norma ABNT NBR 10818 Novembro/1989 Cloro livre entre 0,8 e 3,0 mg/L pH entre 7,2 e 7,8.

Enfim, o tratamento da água de piscina requer muita responsabilidade, pois impacta na saúde das pessoas. Por este motivo, esta operação deve ser realizada por pessoal devidamente treinado e que tenham informações cientificamente corretas. É comum se encontrar, no dia a dia, falsas informações, algumas vezes enganosas e inverídicas, mitos e lendas, sobre produtos e tratamentos “milagrosos”. Consultas a entidades reconhecidas como institutos de pesquisa, universidades e organismos internacionais, como por exemplo a Organização Mundial de Saúde são de fundamental importância para esclarecimento de dúvidas